Conflitos entre irmãos.

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Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. Mateus 18.20
Será que a simples declaração deste versículo é suficiente para que Jesus esteja presente em uma reunião?
Note que o versículo inicia-se com a conjunção “porque”. Por isso, para compreendê-lo, assim como todo e qualquer texto, especialmente os textos bíblicos, é imprescindível conhecer todo o contexto em que ele está inserido, para, assim, com a preciosa e indispensável ajuda do Espírito Santo, interpretá-lo corretamente.
Note também que o capítulo 18 de Mateus se desenvolve a partir de uma pergunta que os discípulos fizeram a Jesus: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?
Para compreender Mateus 18.20, será necessário ler pelo menos todo o capítulo 18.
Observe que o enfoque principal do capítulo 18 de Mateus é o relacionamento entre irmãos.
Permita-me sugerir os seguintes pontos para meditação:

Mateus 18.1-5 – Cobiça e demandas entre irmãos.
Os discípulos fizeram uma pergunta a Jesus: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?
Na realidade, o que eles queriam saber de Jesus é quem dentre eles era o maior, o primeiro.
Estes versículos revelam um conflito entre os discípulos de Jesus.
Antes de responder a pergunta, Jesus chamou uma criança e colocou-a no meio deles, e ensinou-lhes: Há pessoas que, de modo algum, entrarão no reino dos céus. Quem são essas pessoas? As que não se converterem. Somente os convertidos entrarão no reino dos céus.
Aqui, Jesus assemelha a genuína conversão a tornar-se como criança.
Exemplo de transformação: Jesus transformou água em vinho.
O que isso significa? Que a genuína conversão torna os discípulos como crianças.
Essa transformação é o processo pelo qual os discípulos deixam de ser orgulhosos e contenciosos, para se tornarem humildes, mansos e perdoadores, como crianças. É o Espírito Santo que realiza essa transformação nos discípulos de Jesus.
Quem não se tornar humilde como as crianças, por mais que se esforce, jamais conseguirá servir a Cristo.
Cobiça e demandas entre irmãos não têm lugar no reino dos céus, pois revelam carência de genuína conversão.
A genuína conversão leva à cruz, à morte do “eu”, à humilhação, ao esvaziamento interior, à negação de si mesmo, à total nulidade de si mesmo, ao último lugar, etc.

Mateus 18.6-9 – Tropeços entre irmãos.
Fazer irmãos tropeçarem significa fazer algo ou ter um comportamento ou um estilo de vida que os levem a se escandalizarem e a se ofenderem.
O que há em nós e que faz com que irmãos tropecem em suas jornadas com Jesus?
O que há em nós e que nos faz tropeçar em nossa jornada com Jesus?
Jesus usa aqui uma linguagem exagerada (hipérbole) para mostrar o quanto grave é essa condição.
Jesus nos exorta a cortar e arrancar tudo o que ainda há em nós que ocasiona escândalos e tropeços em nós, e também tropeços e escândalos em nossos irmãos.
Para que os conflitos entre irmãos sejam definitivamente resolvidos, eles devem ser tratados de modo urgente e de forma drástica (severa; rigorosa).

Mateus 18.10-14 – Desprezo entre irmãos.
O que é desprezar? Não dar importância; ignorar; tratar com indiferença; não dar atenção; desrespeitar; fazer pouco caso; escarnecer; etc.
Quando desprezo os irmãos é porque os considero menor do que eu. Em outras palavras, estou querendo dizer que sou maior e melhor do que eles.
Quando um irmão se extravia ou se desliga do ministério, como nos sentimos e o que fazemos?
Será que fazemos como aquele pastor que deixou as noventa e nove ovelhas para resgatar aquela que havia se extraviado?
A busca pelo irmão extraviado ou perdido revela o quanto ele é importante para o Senhor e para nós.
Se não sinto nada quando um irmão se extravia ou se desliga do ministério é porque alguma coisa de muito errado está acontecendo comigo, e também porque ainda não discerni o Corpo de Cristo.
Deveríamos chorar de tristeza quando um irmão se extravia ou quando se desliga do ministério de maneira equivocada.
O amor que Jesus nos ensina, pelo qual devemos amar, independe do que as pessoas nos fazem, pois se trata de um amor incondicional. Imagine se o amor de Deus por nós dependesse do que fazemos a Ele.

Mateus 18.15-19 – Pecados entre irmãos.
Se por ventura um irmão pecar contra nós, devemos imediatamente iniciar com ele um processo de reconciliação. Tem que partir de nós, os ofendidos: Se teu irmão pecar [contra ti], vai…
Todas as tentativas de reconciliação são para que ele reconheça, confesse e se arrependa da ofensa feita a nós, para que a comunhão entre nós seja restabelecida.
Se após todas as tentativas ele ainda não quiser se reconciliar, considere-o como gentio e publicano.
Mas cuidado! Como que Jesus tratava os gentios e publicanos?
Cuidado também se chegarmos ao cúmulo de o considerarmos nosso inimigo. Como Jesus manda tratar os nossos inimigos?
Se nós, crentes em Jesus, obedecermos ao Senhor em tudo, por exemplo, quando ofendemos ou quando somos ofendidos, então, tudo o que ligarmos na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligarmos na terra será desligado nos céus; e também se houver concordância entre nós, qualquer coisa que pedirmos ao Pai Ele nos concederá.

Chegamos, então, no texto de Mateus 18.20: Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.
O que Jesus afirma neste versículo pode ser aplicado a qualquer reunião cristã, no entanto, não se pode ignorar o contexto no qual ele está inserido, que é o de situações de demandas e conflitos entre irmãos. Até aqui o Senhor nos ensinou como devemos nos portar diante de tais situações.
Portanto, reunir-se “em nome de Jesus” significa crer Nele, reconhecê-Lo como Senhor e Salvador, obedecer à Sua Palavra, submeter-se ao Seu discipulado, converter-se genuinamente, tornar-se como uma criança, etc.
Podemos dizer, então, que esses dois ou três que se reúnem em nome de Jesus são Seus discípulos, que se tornaram como crianças, pois se humilharam e perdoaram aqueles que lhes ofenderam. Jesus sempre estará no meio destes.
Imagine Jesus, hoje, no meio de discípulos que disputam posições e que não se perdoam! O que será que Jesus diria a eles? A mesma palavra que disse àqueles discípulos.

Mateus 18.21,22 – Perdão entre irmãos?
Embora Jesus responda que devemos perdoar um irmão setenta vezes sete, isto é, quatrocentas e noventa vezes, e não sete como sugere Pedro em sua pergunta, na realidade, Jesus está dizendo que devemos perdoar um irmão sempre.

Mateus 18.23-35 – Falta de perdão entre irmãos.
Para alertar Seus discípulos acerca das consequências para aqueles que não perdoam seus irmãos, Jesus conta-lhes a parábola do credor incompassivo (sem compaixão), ou, se preferir, do servo que não perdoou.
O rei desta parábola é Deus; o servo que devia a Deus uma quantia impagável é você; e o conservo que devia a você uma quantia irrisória é o seu irmão.
Pela Sua maravilhosa graça, em Cristo Jesus, Deus perdoou todos os nossos pecados. Portanto, igualmente com a mesma graça, você deve perdoar todos os irmãos que pecarem contra você.
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. Mateus 6.14,15
Perdoe em seu coração, imediatamente, a ofensa de um irmão, antes mesmo de ele pedir-lhe perdão. E quando este irmão vier para pedir-lhe perdão, perdoe. Se não o perdoar, será como lançá-lo na cadeia mais tenebrosa e horrível que ainda há em você.
Deus usará a mesma medida que você usa para não perdoar seus irmãos. Compare Mateus 18.30 com 18.34.
Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo [de todo coração; verdadeiramente] não perdoardes cada um a seu irmão. Mateus 18.35

Vamos iniciar 2019 desejando ardentemente que o Espírito Santo nos torne como crianças, para que com a mesma graça com que Deus nos perdoou, também perdoemos àqueles que nos ofenderem.

Obrigado Senhor!

Esta mensagem foi pregada por Paulo Durvanier Moreira Filho, pastor, no dia 06/01/2019 (domingo), às 9:00 horas, no MAC Vila Barros – Guarulhos – SP.

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