Amor incondicional e sacrificial | João 13:34,35

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O TEMA DA MENSAGEM DE HOJE É:

João 13: ³⁴ Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. ³⁵ Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

A língua original do Novo Testamento é o grego, especificamente o grego koiné, que era a língua comum da época.

As principais palavras gregas que expressam o verbo “amar”, dependendo do contexto, são philia, storge e ágape.

Philia:

  • Descreve o amor de amizade e o amor fraternal.
  • É um sentimento virtuoso desapaixonado que envolve lealdade, companheirismo e respeito mútuo, presente em relações de amizade e na comunidade.

Sorge:

  • É o amor familiar, o carinho e o vínculo natural que existe entre pais e filhos, irmãos e outros membros da família.

Ágape:

  • É o amor incondicional, sacrificial e de total doação, que não depende do caráter ou das ações de quem se ama.
  • Amor que foca no bem do próximo sem esperar nada em troca.
  • Amor que jamais acaba, pois não se baseia em sentimentos transitórios ou na reciprocidade.
  • É o amor mais elevado e predominante no Novo Testamento.

Para nós, cristãos, amar incondicional e sacrificialmente não é um mero sentimento, mas um mandamento do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Nos versículos 34 e 35 que lemos de João 13, a palavra “amor” aparece quatro vezes, e todas elas referem-se ao “amor ágape”, ao amor incondicional e sacrificial.
Foi com este amor que Jesus nos amou.
É com este amor que Jesus manda que nos amemos uns aos outros.

A Velha Aliança já prescrevia amar ao próximo como a si mesmo. Levítico 19:18

Mas em que sentido, então, “amar” passou a ser um novo mandamento dado por Jesus? Pelo menos pelo seguinte:

  • É um novo mandamento porque Jesus é o exemplo de como amar incondicional e sacrificialmente.
    • Jesus amou Seus discípulos incondicional e sacrificialmente até o fim, em todo tempo, em todos os momentos e em todas as circunstâncias.
    • Ele amou Seus discípulos mais do que a Si mesmo, e morreu na cruz por eles.
    • Assim, Ele se tornou um exemplo de como amar todas as pessoas incondicional e sacrificialmente.
  • É um novo mandamento devido à exigência específica que ele faz.
    • Amar como Jesus amou: esta é a exigência desse novo mandamento.
    • Como já disse, a Velha Aliança já prescrevia amar ao próximo como a si mesmo. Levítico 19:18
    • Mas Jesus, sendo o Senhor, mudou este padrão.
    • O padrão de amar não é mais “como a si mesmo”, mas sim “como Jesus nos amou”. Ele nos amou com amor incondicional e sacrificial.
  • É um novo mandamento devido à consequência que ele produz quando obedecido.
    • A obediência a esse mandamento serve como um sinal claro para o mundo da nossa união com Cristo e da nossa real condição de discípulos de Jesus.
    • Nisto conhecerão todos que somos discípulos de Jesus, se amarmos uns aos outros como Ele nos amou.
    • Amar como Jesus nos amou é a maior evidência na vida dos verdadeiros discípulos de Jesus.
    • Todos no mundo saberão que somos discípulos de Jesus, não por gostarmos uns dos outros, mas por amarmos uns aos outros como Jesus nos amou, com amor incondicional e sacrificial.

Vamos ler 1 Coríntios 13, que por muitos é denominado “Hino do Amor”.

1 Coríntios 13:
¹ Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
² Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
³ E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
⁴ O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,
⁵ não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;
⁶ não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
⁷ tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
⁸ O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
⁹ porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
¹⁰ Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
¹¹ Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
¹² Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
¹³ Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

O apóstolo Paulo foi informado de que na igreja em Corinto havia muita coisa que estava em desacordo com o que ele ensinara. 1 Coríntios 1:11
Na igreja em Corinto havia divisões, contendas, imoralidade, falsos ensinos.
Além disso, os irmãos da igreja em Corinto se orgulhavam dos dons que possuíam.
Estas foram, basicamente, as razões pelas quais o apóstolo Paulo escreveu sobre o amor, no capítulo 13 de sua primeira carta aos coríntios.

Hoje também pode haver igrejas locais que estão em desacordo com o Evangelho e irmãos que também se orgulham dos dons que possuem.

Como vimos, o contexto de 1 Coríntios 13 não deixa dúvidas de que o amor é superior aos dons.
Por isso, o exercício de qualquer dom, sem o amor, não tem nenhum valor para Deus, pois não O glorifica; logo, não tem nenhum proveito para a igreja e para ninguém.

Por exemplo:

  • O uso do dom de variedade de línguas sem amor é algo vazio, que só faz barulho.
  • Nada é aquele que exerce o dom de profecia sem amor.
  • Se não for por amor, nenhum proveito terão os sacrifícios que fazemos pelos nossos próximos.

Na verdade, o exercício de qualquer dom sem amor é um dos sinais da imaturidade espiritual.

O amor incondicional e sacrificial, conforme 1 Coríntios 13:

  • É paciente.
    • Suporta situações adversas e pessoas hostis, por exemplo, como seus inimigos.
    • Suporta provocações sem perder o ânimo. Paga o mal com o bem.
  • É benigno.
    • Reage com bondade e generosidade para com todos, inclusive para com os que o maltratam.
    • Sempre age em favor dos interesses de outros.
    • É gentil, educado, respeitoso, carinhoso, amoroso, acolhedor, etc.
  • Não arde em ciúmes.
    • Não inveja e não se aborrece com o sucesso dos outros.
    • Alegra-se quando outros são honrados e exaltados.
  • Não se ufana.
    • Não se enche de vaidades, de orgulho e de vanglória.
  • Não se ensoberbece.
    • Não é orgulhoso, arrogante, insolente, presunçoso.
  • Não se conduz inconvenientemente.
    • Não se comporta de forma inadequada
    • Não faz brincadeiras de mau gosto, causando desconforto, embaraço e irritação nos outros.
    • Não invade a privacidade dos outros.
    • Não extrapola no falar.
    • Não é o centro das atenções.
    • Tem noção e respeita os limites sociais.
  • Não procura os seus interesses.
    • Pensa nos outros, e não em si mesmo.
    • Não é egoísta; não vive para si, mas para servir o próximo; se preocupa em dar, não em receber.
    • Pode perceber: só há contenda quando há egoísmo, quando alguém briga pelos seus interesses.
  • Não se exaspera.
    • Não se enfurece; não se ofende.
    • Tem disposição para suportar desprezos e insultos.
  • Não se ressente do mal.
    • Não sente rancor, amargura ou mágoa por uma injustiça ou dano sofrido.
    • Não atribui motivos maldosos a outros.
    • Não é malicioso.
    • Não suspeita das atitudes dos outros.
  • Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade.
    • Não se alegra quando há injustiça.
    • Regozija-se todas as vezes que a verdade triunfa.
  • Tudo sofre.
    • Abre mão do direito que tem a favor do próximo.
  • Tudo crê.
    • Crê na verdade que recebe da parte de Deus e não abre mão dela.
    • Procura sempre interpretar atos e acontecimentos sob a ótica da bondade, e não da malícia e da desconfiança.
  • Tudo espera.
    • Leva em conta a realidade e confia na vitória pela graça de Deus.
    • Sempre deseja sinceramente que todas as coisas tenham o melhor desfecho possível.
  • Tudo suporta.
    • Na peleja, e em toda e qualquer situação ou circunstância, é paciente, forte, ativo e não fraqueja.

É com esse amor incondicional e sacrificial que Jesus mandou a gente amar uns aos outros e todas as pessoas.
Mas será que a gente, de nós mesmos, consegue amar todas as pessoas como Jesus nos amou?

Vamos meditar em algumas passagens bíblicas para responder a esta pergunta.

Romanos 7:18: Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.

  • Paulo sabia que nele, em sua carne, não habitava bem nenhum.
  • Carne se refere à natureza perversa e corrompida herdada de Adão que ainda reside em todo cristão.
  • Por isso que o Senhor nos ordena a andar no Espírito e jamais satisfazer a vontade da nossa carne.
  • Porque, em nós, o Espírito de Deus e a carne estão em constante conflito, que terminará somente quando Deus nos levar para Si. Gálatas 5: ¹⁶ Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. ¹⁷ Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.
  • E quanto a você, já sabe, já se conscientizou, que em sua carne, em seu velho homem, não habita bem nenhum?
  • Se em nossa carne não habita bem nenhum, logo, de nós mesmos, não conseguiremos amar todas as pessoas como Jesus nos amou.

1 Coríntios 15:10: Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.

  • Paulo admite ser quem é agora pela graça de Deus: apóstolo do Senhor.
  • Não foi Paulo, em si mesmo, quem trabalhou incansavelmente para realizar a obra de Deus, mas a graça de Deus com ele, operando nele.
  • O poder para realizar a obra de Deus vem do próprio Deus; de nós mesmos nada podemos fazer para Deus.
  • Se não somos nós que trabalhamos para Deus, e sim a graça Dele com a gente, então, de nós mesmos, sem a graça Dele com a gente, não conseguiremos amar todas as pessoas como Jesus nos amou.

Gálatas 2: ¹⁹ Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; ²⁰ logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.

  • Quando Cristo morreu crucificado, o apóstolo Paulo morreu crucificado com Ele.
  • Nós também morremos crucificados com Cristo. O nosso ego morreu crucificado com Cristo.
  • Logo, já não somos nós que devemos viver em nós mesmos, mas Cristo viver em nós.
  • Jesus morreu por nós para que Ele pudesse viver Sua vida em nós, para que O expressemos ao mundo.
  • Se não somos nós que devemos viver, mas Cristo viver em nós, então, de nós mesmos, não conseguiremos amar todas as pessoas como Jesus nos amou.

João 15:5: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.

  • Cristo é a videira, nós os ramos.
  • Simplesmente devemos deixar que Cristo viva em nós; que a Sua vida flua através de nós.
  • Porque sem Ele nada podemos fazer.
  • Se de nós mesmos nada podemos fazer sem Cristo, então não conseguiremos amar todas as pessoas como Jesus nos amou.

Não tente, então, esforçar-se em si mesmo para amar todas as pessoas como Jesus amou você. Você não vai conseguir.

Mas será que Jesus nos daria um mandamento que não pudéssemos obedecer? Claro que não.
Como obedecer, então, ao novo mandamento que Ele nos deu, o de amarmos uns aos outros como Ele nos amou? Basicamente:

  • Se enchendo, sendo ensinado e guiado pelo Espírito de Jesus. Efésios 5:18; Romanos 8:14
  • Renunciando a tudo na vida, inclusive à própria vida. Lucas 14:33
  • Desistindo de viver a nossa vida para que Cristo viva por meio de nós. Gálatas 2:20

Amados irmãos, se fizermos isso, amaremos uns aos outros como Jesus nos amou, não nós, mas Cristo em nós, a esperança da glória.

Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36

 

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