A vontade de Deus e a vontade do homem. | Romanos 12:1,2

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Romanos 12:
¹ Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.
² E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Se a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, o que é a vontade do homem?
Bom, o que a vontade do homem não é, já sabemos — ela não é boa, agradável e perfeita.
Na verdade, devido ao pecado, a nossa vontade é corrompida, egoísta, imediatista, insaciável, inconstante, falha e limitada.

O Espírito Santo inspirou o apóstolo Paulo a exortar os irmãos amados de Deus residentes em Roma — que foram chamados para pertencerem a Jesus Cristo e serem santos (Romanos 1:6,7) — a fazerem o que acabamos de ler em Romanos 12:1,2.

Nós também fomos chamados para pertencermos a Jesus e sermos santos. Por isso, o Senhor também nos manda fazer as mesmas coisas.

Mas notem que para esses mandamentos o Espírito Santo apela “pelas misericórdias de Deus”.
Tratava-se, portanto, de um apelo urgente e afetuoso do Senhor, fundamentado em tudo o que Ele já fez por nós.

Primeiramente, o Senhor nos manda prestar a Ele um culto racional, que é oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Romanos 12:1: Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.

Se Jesus Cristo morreu por nós, por gratidão, o mínimo que podemos fazer através dos nossos corpos é viver de Deus, por Deus e para Deus, oferecendo a Ele os nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável, que é o nosso culto racional.

A expressão “culto racional” também pode ser traduzida por “culto espiritual”, que é prestado a Deus de mente e coração, em espírito e em verdade; um culto espiritual e não cerimonial e religioso. 

O culto é espiritual porque depende do Espírito Santo.
O culto é racional porque é consciente e voluntário.
Ou seja, o culto racional é espiritual, e o culto espiritual é racional.

O culto racional é espiritual porque é capacitado pelo Espírito Santo; no entanto, exige o empenho ativo da vontade humana regenerada.

O culto espiritual é racional porque faz todo sentido para aquele que o presta, para aquele que foi salvo por graça e decide entregar sua vida a Deus de forma consciente e voluntária.

Desse modo, o nosso compromisso absoluto deve ser prestar a Deus culto racional e espiritual. Como fazemos isso? Oferecendo nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.

Oferecer os nossos corpos como sacrifício vivo:

  • Significa perder a nossa vida, desistir da nossa vida, morrer para nós mesmos, renunciar a tudo quanto temos, para que Cristo viva através de nós.
  • É o sacrifício que procede da nova vida que temos em Cristo.
  • É colocar o nosso corpo e a nossa vontade totalmente à disposição de Deus a cada instante, nos considerando mortos para o pecado e para a velha criatura, mas vivos para Deus, em Cristo.
  • Romanos 6:11: Assim também vocês considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.

Oferecer os nossos corpos como sacrifício santo:

  • Significa nos separar do mal e do mundo para nos consagrarmos exclusivamente a Deus e, assim, refletirmos o caráter de Cristo.
  • É o sacrifício que procede do Espírito Santo que habita em nós.
  • Que é consagrado, separado e reservado exclusivamente a Deus. 

Oferecer os nossos corpos como sacrifício agradável:

  • É o sacrifício que sobe à presença de Deus e O satisfaz e traz alegria ao Seu coração, pois Ele se agrada de uma entrega voluntária e sincera, feita por meio da graça e da fé.
  • Quem é o Filho que agrada a Deus? Jesus.
  • Após Jesus ser batizado e sair da água, os céus se abriram e o Espírito Santo de Deus desceu sobre Ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me agrado. Mateus 3:17
  • Logo, se formos parecidos com Jesus, Deus também se agradará de nós.

Oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus é uma entrega integral, na qual nada de nós fica de fora do culto e da adoração que prestamos a Ele.

Devemos prestar culto e adoração a Deus com tudo o que somos e temos — pensamentos, sentimentos, palavras, ações, bens, presença física no mundo.

O nosso culto e adoração a Deus não se limitam aos momentos em que nos reunimos na igreja e nos encontros de famílias, mas ocorrem onde quer que estejamos — na família, na parentela, onde moramos, no trabalho, na escola, no lazer, no uso dos recursos financeiros e materiais, nas escolhas, na vida intelectual; ou seja, cultuamos e adoramos a Deus com a integralidade da nossa vida, do que somos e temos.

Deus, então, nos manda prestar a Ele um culto racional, que é oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Ele.

Em segundo lugar, Deus manda que não vivamos conforme os padrões deste mundo, mas deixemos que Ele nos transforme pela renovação da nossa mente, para que possamos experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade Dele.
Romanos 12:2: E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Temos aqui uma interação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana; entre a ação de Deus (Sua graça) e a nossa ação correspondente.

O Senhor manda:

  • que não vivamos conforme os padrões deste mundo. Este mandamento exige da nossa parte uma decisão consciente — de não nos moldarmos aos valores, costumes, modas e estilo de vida do mundo que jaz no maligno;
  • que deixemos que Ele nos transforme pela renovação da nossa mente. Este mandamento exige que nos exponhamos continuamente à Palavra de Deus, à oração e à ação do Espírito Santo.

Como discípulos de Jesus devemos render a nossa vontade à vontade de Deus.

O tema desta mensagem — A vontade de Deus e a vontade do homem — trata dos planos e impulsos humanos, em contraste com o propósito maior, divino e perfeito de Deus para a vida do homem.

Trata-se, portanto, da nossa vontade, dos nossos planos e impulsos, em contraste com o propósito maior, divino e perfeito de Deus para cada um de nós.

Como vimos, a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. A nossa, no entanto, devido ao pecado, é corrompida, egoísta, imediatista, insaciável, inconstante, falha e limitada.

Recentemente, o Senhor nos lembrou qual é a vontade Dele para nós — a nossa santificação:
1 Tessalonicenses 4: ³ Pois a vontade de Deus é a santificação de vocês: que se abstenham da imoralidade sexual; ⁴ que cada um de vocês saiba controlar o seu próprio corpo em santificação e honra, ⁵ não com desejos imorais, como os gentios que não conhecem a Deus.

Para podermos experimentar a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita — que é a nossa santificação —, devemos obedecer ao que Ele nos manda fazer em Romanos 12:1,2. Vamos ler novamente?

Romanos 12:
¹ Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.
² E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Quando obedecemos de coração a todo instante a estes mandamentos, estamos nos santificando para nos parecermos cada vez mais com Jesus, o Filho que em tudo agrada ao Pai.

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Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36

 

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