A crucificação da nossa carne | Gálatas 5:24
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O TEMA DA MENSAGEM DE HOJE É:

Gálatas 5:24: E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
Embora Deus deseje que todos os homens sejam salvos (1 Timóteo 2:4), nem todos os homens querem ser salvos. Deus não salva os homens contra a vontade deles.
Glórias a Deus por Jesus ter nos salvado.
Somos gratos a Jesus, eternamente, por nos salvar da culpa, do domínio do pecado e da condenação do julgamento final.
E, na condição de salvos por Jesus, sendo cristãos, algo que tem que estar bem claro para nós é que o Evangelho não satisfaz a nossa vontade ou a nossa carne (a nossa natureza humana decaída); pelo contrário, Ele entra em confronto direto com ela.
O Evangelho estabelece uma oposição direta entre os desejos da nossa carne e os do Espírito Santo.
Embora Deus declare em Sua Palavra que abomina o pecado, ainda assim Ele ama os pecadores e deseja que se arrependam e sejam salvos.
Deus abomina o pecado; devemos abominar também. Deus ama os pecadores; devemos amar também.
Hoje, somos salvos, porque um dia fomos salvos por Jesus. No momento em que cremos em Jesus, somos perdoados e libertos da penalidade do pecado.
Fomos salvos porque a salvação é uma obra consumada por Jesus, quando na cruz se sacrificou por nós, pecadores.
E hoje, sendo salvos, não pelos nossos méritos, mas pela graça de Deus, devemos viver como tais, submetendo-nos a todo instante ao trabalho da cruz em nossas vidas, sem jamais nos esquecer, como já disse, de que o Evangelho não satisfaz a nossa vontade ou a nossa carne (a nossa natureza humana decaída); pelo contrário, Ele entra em confronto direto com ela.
O “trabalhar da cruz” em nossas vidas é um processo diário e contínuo de transformação, santificação e rendição ao senhorio de Jesus Cristo.
Não há como a cruz trabalhar em nossas vidas sem a nossa rendição, aceitação e cooperação diária e constante.
O trabalho da cruz exige de nós a crucificação da nossa carne, com as suas paixões e os seus desejos.
Gálatas 5:24: E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências.
O tempo do verbo “crucificaram” indica algo que aconteceu no passado.
Portanto, nós que pertencemos a Cristo Jesus, quando nos convertemos, quando nos arrependemos dos nossos pecados, crucificamos na cruz a nossa carne (velha natureza corrupta; velho homem) com suas paixões e desejos.
Quando crucificamos a nossa carne, decidimos não viver mais para agradá-la e impedi-la de dominar sobre a nossa vida. Tomamos esta decisão quando nos convertemos.
Mas esta decisão precisa ser renovada continuamente em nossa vida, a todo instante, para que a nossa carne se mantenha crucificada.
Mantemos a nossa carne crucificada, permitindo que a cruz de Cristo trabalhe em nossas vidas a todo instante, o que é, em outras palavras, um processo contínuo de submissão ao Espírito Santo e renúncia diária à nossa natureza pecaminosa.
O trabalho da cruz divide a alma do espírito, o carnal do espiritual, o terreno do celestial.
Quando crucificamos a nossa carne com as suas paixões e desejos, deixamos de viver para nós mesmos, e Cristo passa a viver em nós.
Os verdadeiros discípulos de Jesus vivem uma vida de morte constante da carne.
Não há como sermos do Senhor, filhos, servos, discípulos, testemunhas, sacerdotes, embaixadores e ministros genuínos e adequados sem o trabalho da cruz em nossas vidas.
A cruz trabalha em nossas vidas para que sejamos amadurecidos, aperfeiçoados, e o caráter de Cristo formado em nós.
Mas como a cruz trabalha em nossas vidas? Deixe-me dizer algo antes de responder a esta pergunta.
A obra de Deus tem natureza espiritual (origem e propósito invisível), mas tem expressão física (atuação no mundo e na vida prática).
Erramos quando, em primeiro lugar, entendemos que a obra de Deus é algo feito por nós, e não feito em nós.
A obra de Deus, em primeiro lugar, é feita em nós. E esta obra refere-se a quanto de Cristo está sendo produzido em nós, quanto do caráter de Cristo está sendo formado em nós.
Não podemos ser úteis no serviço a Deus se o caráter de Cristo não está sendo formado em nós pelo Espírito Santo.
Se Cristo não está sendo formado em nós, estamos servindo a Deus na carne; ou seja, estamos enganando a nós mesmos, pois não há como servir a Deus na carne.
Nossa missão é pregar o Evangelho (boas-novas; boas notícias) e fazer discípulos de todas as nações.
Sabemos que o Evangelho é a Pessoa de Jesus, pois Ele é a boa notícia de Deus para a humanidade.
Se Cristo não está sendo formado em nós, como pregaremos o Evangelho e faremos discípulos de todas as nações?
O apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 9:16: … ai de mim se não pregar o Evangelho. Em outras palavras: … ai de mim se não pregar a Cristo.
Uma das razões por ter escrito isso foi que Deus não revelou Jesus para ele, mas revelou Jesus nele. Gálatas 1:15,16
Por isso o ministério dos apóstolos foi glorioso, poderoso e impactante, porque tudo que faziam para servir ao Senhor fluía dessa revelação interior que tinham em si da Pessoa de Cristo.
Na vida dos apóstolos, em primeiro lugar, a obra de Deus foi realizada neles; e a partir daí eles realizavam a obra de Deus, na verdade, não eles, mas a graça de Deus neles é que trabalhava, a graça de Deus revelada neles, a graça de Deus neles, que é Jesus, que é a própria personificação do favor imerecido de Deus para com a humanidade. 1 Coríntios 15:10
Tudo o que temos ouvido de Deus, então, não é para que Seu Filho seja revelado para nós, mas para que Cristo seja revelado em nós, para que tenhamos o caráter de Cristo, que é o caráter de Deus, que é o caráter do Espírito Santo.
Cristo revelado em nós significa que Ele é formado em nós por meio de um processo progressivo de santificação e maturidade espiritual, realizado pelo Espírito Santo.
Nesse processo, nossa vontade é quebrantada pela cruz, passamos a ter o caráter de Cristo, deixamos de viver para que Ele viva, e não nós.
É claro que tudo isso envolve fé genuína e disciplinas espirituais.
Portanto, é fundamental que entendamos que a obra de Deus é, primeiramente, realizada em nós, e esta obra é Cristo revelado em nós, Cristo em nós. Não há como sermos representantes e porta-vozes do Senhor sem tal revelação.
Basicamente, a cruz de Cristo trabalha em nossas vidas de duas maneiras: pela Palavra de Deus e pelas circunstâncias.
Hebreus 4:12: Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.
A Palavra de Deus é viva e eficaz porque Deus é vivo e eficaz. Deus é vida. Jesus é a vida. Jesus é a Palavra de Deus.
A Palavra de Deus, quando trabalhada em nós pela cruz, nos penetra como espada e nos corta pelos seus dois cortes.
Por um corte, Ela mata a nossa carne e, por outro, vivifica o nosso espírito, e julga os nossos pensamentos e as intenções do nosso coração.
O trabalho da cruz divide a alma do espírito, o carnal do espiritual, o terreno do celestial.
2 Coríntios 4:
⁸ Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;
⁹ perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
¹⁰ levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.
Estes versículos não deixam dúvidas de que a cruz também trabalha em nossas vidas por meio das circunstâncias pelas quais passamos na vida, sejam elas boas ou ruins.
O Senhor também sempre usará as circunstâncias para que a cruz trabalhe em nós para que sejamos quebrantados.
Primeiro nas circunstâncias que envolvem o nosso relacionamento familiar, depois as que envolvem as demais áreas da nossa vida: trabalho, carreira, saúde, finanças, amizades, estudos, lazer, hobby (passatempo), diversões, férias, etc.
Vamos, então, amados irmãos, aprender a ouvir o Senhor e permitir que a cruz trabalhe em nossas vidas por meio da Palavra de Deus e das circunstâncias pelas quais passamos na vida e, assim, mantermos a nossa carne crucificada.
Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36
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