Preservando a unidade do Espírito na igreja – Parte 2 | Efésios 4:1-6

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O TEMA DA MENSAGEM DE HOJE É:

Efésios 4:1-6
¹ Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,
² com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
³ esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
⁴ há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;
⁵ há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
⁶ um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

Caminhando em comunhão e aliançado com os ministros da RAMIS, temos ouvido o Espírito Santo falar em nosso meio da urgência em compreendermos no espírito o que realmente significa sermos igreja gloriosa. Porque a igreja de Deus é gloriosa.

Ficamos fracos e doentes, e não crescemos, quando não discernimos em nosso espírito o Corpo de Cristo; a vida da igreja; o que significa ser igreja; o que significa viver o Evangelho; o que significa renunciar tudo para ser discípulo de Jesus; o que é estar aliançado; o que é viver em comunhão; o que significa preservar a unidade do Espírito na igreja; etc.

Enquanto não discernirmos tais coisas em nosso espírito, continuaremos sendo individualistas, egoístas e orgulhosos; continuaremos sofrendo, fracos, doentes e não cresceremos.

Por vezes temos declarado que a presença de Deus é o que mais nos importa.

Desde o princípio, Deus tem-se revelado progressivamente aos homens em lugares diferentes, em momentos diferentes e de formas diferentes. Deus não se revelou de uma só vez, mas gradualmente.

Vamos ver algumas formas pelas quais Deus se revelou aos homens com Sua presença e Sua Palavra.

Deus se manifesta por meio da criação, da natureza, revelando Seu poder e divindade. Romanos 1:18-21
O eterno poder de Deus, como Sua própria divindade, claramente se reconhece e é percebido, desde o princípio do mundo, pela criação.
Deus não deixou a humanidade desprovida de revelação a respeito de Si mesmo.
Todos os seres humanos, ao longo de suas vidas, contemplam e participam da criação, que revela e manifesta Deus, o Criador.
Por isso, diante de Deus, é indesculpável para qualquer pessoa não crer em Deus.
Muitas pessoas afirmam com convicção umas para as outras que não acreditam em Deus; mas, para Deus, tais pessoas são indesculpáveis por contemplarem e participarem de Sua criação e ainda assim não crerem Nele.

No Jardim do Éden, Deus manifestava Sua presença e falava com Adão.

Após a queda do homem pelo pecado, Deus manifestou Sua presença e falou com Noé.

No tempo dos patriarcas, Deus se manifestava de forma relacional e direta a indivíduos específicos, como Abraão, Isaque e Jacó, revelando-se como Deus Todo-Poderoso (El Shaddai) e Deus que cumpre promessas.

Na época de Moisés, o que mais importava para ele e para o povo de Israel era a presença de Deus entre eles; era Deus andando no meio deles.  Êxodo 33:15,16
Na época de Moisés, a presença de Deus estava no Tabernáculo.

O Tabernáculo tinha três divisões: Átrio [pátio], Santo Lugar e Santo dos Santos.
O átrio era acessível a qualquer israelita que estivesse cerimonialmente puro e trouxesse um sacrifício para o altar do holocausto.
Levitas e sacerdotes também tinham acesso ao átrio para cumprirem suas funções. 

O povo não podia entrar no Santo Lugar e no Santo dos Santos.

No Santo Lugar, somente os sacerdotes tinham acesso.

No Santo dos Santos, onde a presença de Deus se manifestava, somente o sumo sacerdote podia entrar.
Havia um véu que separava o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Êxodo 26:33

No Santo dos Santos estava a Arca da Aliança, que representava a presença real e visível de Deus no meio do povo de Israel.
A Arca da Aliança continha três itens principais que simbolizavam a presença, a aliança e a provisão de Deus para Israel: as duas tábuas de pedra dos Dez Mandamentos, um pote de ouro com maná e a vara de Arão que floresceu.

A presença de Deus se manifestava de forma especial e visível sobre a tampa da Arca da Aliança, chamada de propiciatório, entre dois querubins.
Essa presença gloriosa, descrita como uma nuvem, habitava no interior da tenda e guiava Israel.

Deus ordenou a Moisés que construísse esse Tabernáculo para estar na Terra entre os homens. Um lugar onde a presença de Deus, a Shekhinah de Deus, a glória de Deus, estaria no meio dos homens.
Mas esse Tabernáculo terreno, construído por Moisés no deserto segundo o modelo que Deus lhe havia dado no monte Sinai, não era apenas uma tenda de adoração, mas uma sombra das realidades espirituais que se cumpririam em Jesus Cristo e na Nova Aliança.

A presença de Deus, antes móvel no Tabernáculo, fixou-se no Templo de Jerusalém, construído pelo rei Salomão. Este Templo passou a servir como a habitação central de Deus com Israel.

Deus se manifestava por meio dos profetas da Antiga Aliança.

Todas “as sombras” das realidades espirituais da Antiga Aliança indicam que Deus sempre desejou habitar com os seres humanos.

E todas as realidades dessas “sombras” começaram a se revelar e a se manifestar quando Deus decidiu se encarnar e habitar entre os homens.

João 1:14: E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Deus, então, vem habitar entre as pessoas do mundo na Pessoa de um homem, o homem Jesus.
Jesus Cristo é, então, a realidade de todas as sombras, figuras, símbolos e prefigurações da Antiga Aliança.
Jesus Cristo é a expressão exata de Deus.

Mateus registrou em seu Evangelho a profecia de Isaías 7:14: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Mateus 1:23
Jesus, nos dias da Sua carne, era Deus no mundo com os homens.

Em João 14:7-9, Jesus disse aos Seus discípulos que quem O vê e O conhece, também vê o Pai e conhece o Pai.
Mas Filipe replicou: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. João 14:8
Jesus respondeu: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14:9
Nesses versículos, Jesus ensina a união misteriosa que existe entre Ele e o Pai.

Vamos ver, primeiramente, esta união misteriosa entre Jesus e o Pai.

Sabemos que há três Pessoas distintas na divindade, mas há um só Deus.
Portanto, João 14:7-10 não ensina que Deus e Jesus são a mesma Pessoa, mas que Jesus é Deus, o Deus Filho, e quem conhece Jesus, conhece a Deus, e quem vê Jesus, vê a Deus.

Deus, então, estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. 2 Coríntios 5:19
Não é Deus Quem precisa reconciliar-se com o ser humano, mas, sim, o ser humano é quem precisa reconciliar-se com Deus.

Diferentemente da Velha Aliança, quem quisesse ver Deus, conhecer Deus, estar com Deus, ter contato com Deus, ter revelação de Deus, ouvir Deus, teria que necessariamente ir até Jesus, o Verbo encarnado.
Ou seja, quando os discípulos viam Jesus, eles viam a Deus; quando estavam com Jesus, estavam com Deus; quando falavam com Jesus, falavam com Deus; quando tocavam em Jesus, tocavam em Deus; quando caminhavam com Jesus, caminhavam com Deus; quando comiam com Jesus, comiam com Deus; etc.

Jesus também tinha uma união misteriosa com o Espírito Santo.

Durante Seu ministério terreno, Jesus vivia em total dependência e direção do Espírito Santo, agindo em conformidade com a vontade do Pai e impulsionado pelo Espírito Santo.

Em João 14:16,17, Jesus afirma aos Seus discípulos que o Espírito Santo habita com eles e estará neles.
João 14: 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.
O Espírito Santo, que é Deus, habitava com os discípulos na Pessoa de Jesus e estaria com eles quando o Espírito Santo fosse enviado para estar com eles para sempre.

Além de Deus, em Cristo, estar com os discípulos, o Espírito Santo também, em Cristo, estava com os discípulos.
Isso quer dizer, também, que, quando os discípulos estavam com Jesus, eles estavam com a Trindade; quando falavam com Jesus, falavam com a Trindade; quando tocavam em Jesus, tocavam a Trindade; quando caminhavam com Jesus, caminhavam com a Trindade; quando comiam com Jesus, comiam com a Trindade; etc.

Mas Jesus Cristo morre e volta para o céu.
Será que Deus desistiu de viver entre os homens? Absolutamente, não.

Jesus fez a seguinte promessa aos Seus discípulos antes de morrer crucificado, ressuscitar e voltar para o céu: João 14: 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.

Jesus, já ressuscitado dentre os mortos e antes de subir aos céus, reiterou a promessa que havia feito anteriormente aos Seus discípulos: E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. Mateus 28:20b

Jesus cumpriu Sua promessa; Ele rogou ao Pai e o Espírito Santo foi dado para estar para sempre com Seus discípulos.
A descida do Espírito Santo se deu no dia de Pentecostes. Atos 2:1-7
Todos os discípulos ficaram cheios do Espírito. Nesse dia, nasce a igreja gloriosa de Deus.

Deus retorna à Terra na Pessoa do Espírito Santo para habitar na igreja e em cada um de seus membros.

Deus, então, não habita mais em um tabernáculo, tampouco em um templo, e nem encarnado em um Homem.
Agora, Deus habita na igreja, que somos nós. Somos habitação de Deus, individual e coletivamente.

Quando Jesus morreu, aquele véu do Tabernáculo que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos, e que nos impedia que tivéssemos livre acesso à presença de Deus, foi rasgado de alto a baixo. Marcos 15:38
Aquele véu simbolizava a carne de Jesus que foi despedaçada na morte por nós.
Agora, somos encorajados a nos aproximar de Deus pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela Sua carne. Hebreus 10:19,20

Desde o dia de Pentecostes, então, Deus habita na igreja, que é o Corpo de Cristo.

Se alguém quiser ver Deus e Sua glória, estar com Deus, conhecer a Deus, relacionar-se com Deus, tocar em Deus, caminhar com Deus, comer com Deus, tem que estar na igreja. Porque Deus está na igreja, na Pessoa do Espírito Santo.

Se alguém está na igreja, está com Cristo; se está com Cristo, está com Deus.

Mas em João 14:23, Jesus disse aos Seus discípulos que Ele e o Pai fariam morada naqueles que guardam a Sua Palavra porque O amam.
Fazer morada significa que Deus deseja um relacionamento pessoal e íntimo, não uma religião baseada apenas em regras e em um templo feito de pedras.
Esta morada interior, íntima e contínua de Deus e de Jesus na vida do crente se dá por meio do Espírito Santo que o Senhor enviou no Dia de Pentecostes. 

Deus está na igreja. Logo, se alguém é membro da igreja, está com o Espírito Santo; se está com o Espírito Santo, está com Cristo; se está com Cristo, está com Deus.

No caso, ser membro da igreja não se refere apenas à igreja invisível e espiritual composta por todos os verdadeiros crentes unidos a Cristo pelo Espírito Santo, mas também à igreja local.

É nosso dever, como cristãos, preservar a unidade do Espírito na igreja. Mas, para isso, devemos discernir esta unidade. E, para discernirmos esta unidade, devemos discernir também a igreja, que é o Corpo de Cristo.

Mas, infelizmente, a revelação que muitos têm da igreja é superficial, o que os leva a não preservarem a unidade do Espírito na igreja, consequentemente, acabam sofrendo, ficando fracos, doentes e não crescem.

Por isso, o Senhor, primeiramente, nesta série de mensagens, está nos revelando a igreja, que é o Corpo de Cristo, para que possamos discerni-Lo.

Porque a falta desta revelação, deste discernimento, tem feito com que muitos sofram, fiquem fracos, doentes e não cresçam.

Domingo que vem, então, pregarei a parte 3 desta mensagem.

Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36

 

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