Quando eu estou no controle | Tiago 4.11-17

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Quando eu estou no controle | Tiago 4.11-17


Tiago 4:
11 Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. 12 Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?

Obviamente, não é Jesus que está no controle da língua daquele que fala mal das pessoas, mas a própria pessoa.

Há aqueles que têm o hábito de falar mal e de criticar as pessoas, sejam elas próximas ou não, irmãos ou não. Para estes, o Senhor diz: não fale mal e não critique seus irmãos, e quem quer que seja.
Na verdade, tal hábito é um pecado terrível diante de Deus.
Há atitudes que aborrecem ao Senhor e que Ele abomina; uma delas é: o que semeia contenda entre irmãos. Provérbios 6.16-19
Uma das formas de semear contendas entre irmãos é falando mal deles pelas costas.

Aqueles que praticam tal pecado o fazem pelas costas dos irmãos, sem a autorização deles, às escondidas, o que os torna fofoqueiros e traidores.
A Lei já condenava este pecado: Levítico 19.16: Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR.

Quem fala mal dos irmãos coloca-se na estranha posição de juiz quando, na verdade, é pecador tanto quanto eles.

Aqueles que praticam tal pecado não o fazem somente quando falam mal de alguém a outros irmãos, mas também em seus pensamentos.

É óbvio que Deus não nos ensina a falar mal uns dos outros, e sim, amar e admoestar uns aos outros.
Romanos 15.14: E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros.

A admoestação deve ser cara a cara. Se não for, é fofoca.
Admoestar significa: advertir amigavelmente, desejando sempre o bem da pessoa; censurar ou repreender alguém suavemente; aconselhar; incentivar ou estimular alguém a agir ou pensar de modo correto (obviamente, para nós, o modo correto é sempre aquele que concorda com a Palavra de Deus); etc.

Quando por alguém vocês forem admoestados, lembrem-se do que Deus diz sobre isso em Sua Palavra; por exemplo, em Hebreus 12.4-13 e Provérbios 3.11,12.
Resumidamente, os textos dizem: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por Ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.

O principal objetivo da correção de Deus não é punir o nosso mau comportamento, mas nos ensinar, nos aperfeiçoar, nos treinar e formar em nós o caráter de Cristo.
Por isso, nesses textos, o Senhor nos adverte a não desprezar a Sua disciplina, a não desencorajar com as Suas correções.
Geralmente, é por meio do nosso pastor, do nosso líder e dos nossos irmãos que o Senhor nos corrige. O Senhor também usa os ímpios para nos corrigir.
Então, jamais menospreze a correção do Senhor; jamais desanime quando for corrigido e reprovado pelo Senhor.
A disciplina de Deus é uma prova do Seu amor por nós.
E nenhum de nós escapa da disciplina de Deus.

Segue uma sugestão àqueles que têm o hábito (pecado) de criticar e falar mal dos outros pelas costas e em pensamentos: Antes de criticar e de falar mal dos outros pelas costas ou em pensamentos, façam para si mesmos as seguintes perguntas: Fará bem para o meu irmão? Fará bem para mim? Glorificará a Deus?
Se as respostas forem NÃO, então não faça.
Somente Deus é que pode nos julgar.
Portanto, jamais usurpe o lugar de Deus, julgando o seu próximo.

Entregue hoje o controle de sua língua ao Espírito Santo.

E quanto à nossa vida e aos nossos planos, Jesus está realmente no controle e nos guiando a cada passo?
Em Tiago 4.13-17, o Senhor condena a atitude pecaminosa daqueles que não planejam sua vida pela fé no Filho de Deus, mas por presunção e autoconfiança, sem levar em conta a vontade de Deus.

Presunção não é fé. Presunção é presumir ou supor que os nossos próprios planos, baseados em nossa própria vontade, nas circunstâncias e nas oportunidades, terão sucesso.
Autoconfiança é confiar em si mesmo, e não em Deus.
Pensamento positivo também não é fé.

Na carta de Tiago, de acordo com a versão Almeida Revista e Atualizada da Bíblia, a palavra “irmão” ocorre 19 vezes. Ou seja, Tiago escreveu para a igreja, para cristãos; embora pareça, ocasionalmente, dirigir-se também a incrédulos.

Vamos ler: Tiago 4: 13 Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. 14 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. 15 Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. 16 Agora, entretanto, vos jactais [se orgulham; se gabam] das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância [arrogância] semelhante a essa é maligna. 17 Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.

A figura que Tiago usa aqui é a de homens de negócios que traçam planos para o futuro. Observe no versículo 13 os detalhes que esses homens consideraram em seus planos:

  • O dia para iniciar a execução dos seus planos: Hoje ou amanhã.
  • O lugar para onde iriam: Para a cidade tal.
  • O tempo que passariam nessa tal cidade: Lá passaremos um ano.
  • As atividades que exerceriam nessa tal cidade: Negociaremos.
  • O resultado que esperavam obter com seus planos: Teremos lucros.

Sendo cristãos, o que eles esqueceram de considerar em seus planos? Eles se esqueceram de Deus. Em nenhum momento, eles pensaram em Deus e na vontade Dele.

Nós, cristãos, não podemos fazer planos, seja em que área for da nossa vida, sem antes conhecer e levar em conta a vontade de Deus.
Podemos e precisamos fazer planos para o futuro, mas se levarmos em consideração apenas a nossa vontade, as circunstâncias e as oportunidades, estaremos pecando contra Deus.
Mais do que oportunidades, portas que se abrem são testes para ver onde está o nosso coração.

Em planos em que Deus não é levado em conta, quem predomina é o “eu”. E quando o centro das atenções é o nosso “eu”, logo vem à mente Isaías 14: 13 Tu [Lúcifer] dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; 14 subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Devido à forma frenética pela qual o mundo vive e caminha, podemos ser tentados a gastar os nossos dias e o nosso precioso tempo vivendo, andando e planejando a nossa vida sem levar em consideração Deus e a vontade Dele.
Para o verdadeiro cristão, o que realmente importa é conhecer a vontade de Deus, procurar compreendê-la e obedecê-la.
Efésios 5.17: Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor.
Se você não procura conhecer, compreender e obedecer à vontade de Deus, torna-se um crente insensato em tudo o que faz.
Um crente insensato é aquele desprovido de bom senso, de razão, que não se encontra em seu juízo perfeito.
Quando você não considera Deus nas coisas que faz, na verdade, você não está em seu juízo perfeito.

Como conhecemos a vontade de Deus?
Sendo íntimo do Espírito Santo e dependendo totalmente Dele em tudo: em nossas orações e meditações da Palavra de Deus; no viver em comunhão; etc.
É o Espírito Santo que conhece e revela os planos e a vontade de Deus para nós. Sem Ele, é impossível conhecermos os planos e a vontade de Deus para nós.
Tudo o que Deus tem preparado para aqueles que O amam, Ele revela através do Espírito Santo.
1 Coríntios 2: 10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta [esquadrinha; sonda], até mesmo as profundezas de Deus. 11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.

Vamos ver alguns pontos em relação à vontade de Deus e à nossa vontade.
Mas antes de vê-los, deixe-me esclarecer algo: não é errado ter vontade. O errado, seja no que for, é não submeter a nossa vontade à vontade de Deus.

  • Quando fazemos planos sem procurar conhecer a vontade de Deus e levá-la em conta, é óbvio que estamos planejando pela nossa própria vontade e pelos nossos próprios interesses.
  • Geralmente, nesses casos, a nossa alma nos engana, nos prega uma peça. Como ela faz isso?
  • Nesses casos, costumamos afirmar que os nossos planos são da vontade de Deus, quando, na verdade, não são.
  • Ou seja, nos enganamos a nós mesmos. Chegamos até a dizer: Deus quer; Deus está nesse negócio; Deus vai abençoar; Deus vai dar a vitória; Jesus está no controle; etc.
  • O simples fato de dizermos que o Senhor quer e que Ele está no controle não significa que Ele realmente quer e que está no controle.
  • Presunção não é fé em Deus. Pensamento positivo não é fé em Deus. A autoconfiança não confia em Deus.
  • Quando planejamos pela nossa própria vontade, sem se preocupar em conhecer a vontade de Deus, a gente até diz que orou antes e que Deus confirmou. Não é verdade?
  • Não sei se vocês já perceberam, mas normalmente, nesses casos, oramos poucas vezes, quando não, uma só vez; e por incrível que pareça, como em um êxtase, o Senhor nos revela imediatamente “a Sua vontade” para os nossos planos, que é sempre idêntica à nossa vontade. Não é incrível?
  • Não, irmãos, não é incrível; é lamentável.
  • Sabe o que também é lamentável? Que agimos bem diferente em relação às ordens, aos planos e aos interesses de Deus.
  • Quando é para os nossos próprios interesses, como vimos, rapidamente “conhecemos e fazemos” a “vontade de Deus”, que na verdade é a nossa própria vontade.
  • Mas quando se trata das ordens, dos planos, dos interesses e dos propósitos de Deus, sempre dizemos que vamos precisar orar a respeito, e orar muito, e até jejuar, para obter Dele a confirmação de que o que Ele está falando realmente é a Sua vontade para nós. Só que esta confirmação, normalmente, demora a vir ou nem vem, pois acaba caindo no esquecimento.

O fato de seus planos terem obtido o sucesso que você esperava não significa que foram da vontade de Deus e aprovados por Ele.

Lamentavelmente, muitos crentes estão vivendo no engano quando afirmam que a vontade deles é a vontade de Deus, quando, na verdade, não é.

Temos que considerar Deus e a Sua vontade em tudo na nossa vida, porque dependemos totalmente Dele.
Porque em Deus vivemos, nos movemos e existimos. Atos 17.28
É para Deus, o Pai, que existimos. 1 Coríntios 8.6
Somos o povo de propriedade exclusiva do Senhor. 1 Pedro 2.9
Sem o Senhor, nada podemos fazer. João 15.5

Quando consideramos Deus em tudo o que fazemos, é porque dependemos totalmente Dele. Mas quando não O consideramos, é porque não dependemos Dele para tudo o que fazemos.
Deus deve sempre ser consultado em todos os nossos planos, sejam eles quais forem, pois o futuro é incerto. E o futuro é daqui a um segundo.

Nossos planos devem ser feitos sempre segundo a vontade de Deus.
Por isso, ao invés de dizermos que faremos isto ou aquilo, que passemos a dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.
Porque a nossa vida é como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.

Segundo a Palavra de Deus, aqueles que não consideram Deus em seus planos são jactanciosos (arrogantes, orgulhosos, que se acham superiores aos outros), pois se vangloriam em suas próprias pretensões. Tal atitude diante de Deus é maligna. Tiago 4.16

Para encerrar, vamos ler novamente Tiago 4.17: Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.
É claro que devemos aplicar esse princípio em todas as áreas da nossa vida.
Mas, no contexto, fazer o bem significa levar Deus em consideração em todos os aspectos da vida; viver na total dependência Dele a cada segundo da nossa vida; jamais O deixar de fora da nossa vida, das nossas atividades, dos nossos planos e dos nossos sonhos.

Hoje, todos nós fomos exortados e admoestados por Deus de que devemos fazer o bem. E fazer o bem, no contexto, é fazer a vontade de Deus, não a nossa.
Agora que já sabemos disso, se não fizermos a vontade de Deus, estaremos pecando.

Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11.36

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